A maior operação deste ano colocou prefeitos, deputados e corretores na mira da Polícia Federal. Eles são acusados de desviar recursos do PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal.
Em Palmas, os agentes foram cedo até a casa do prefeito Raul Filho (PT), onde apreenderam documentos. Enquanto isso, uma outra equipe esteve na secretaria de Finanças para cumprir um mandado de busca e apreensão.
No estado do Rio de Janeiro, a Polícia Federal chegou às 6h30 da manhã à prefeitura de Cabo Frio e impediram a entrada de funcionários. (...) No estado, também houve busca e apreensão nas cidades de Belford Roxo e Angra dos Reis.
Em Goiânia, os agentes prenderam o corretor de imóveis Horácio César Fonseca Sobrinho dentro da casa dele.
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Minas Gerais: O estado é o centro da operação João de Barro: 114 prefeituras estão sob investigação.
A prefeitura de Contagem amanheceu ocupada pela Policia Federal. Os funcionários só entraram no prédio no fim da manhã.
Em Divinópolis e Governador Valadares, agentes reviraram pastas nos setores de licitações.
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O esquema envolve desvio de dinheiro público destinado, principalmente, à construção de casas populares e estações de tratamento de esgoto. Em todo o país, os projetos suspeitos receberam repasses que somam R$ 700 milhões.
Policiais Federais também cumpriram mandados de busca e apreensão na Câmara dos Deputados. De manhã, uma equipe foi ao gabinete do deputado Ademir Camilo (PDT-MG) e outra, ao gabinete do deputado João Magalhães (PMDB-MG).
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